Revelações das Bodas de Caná da Galiléia


João Cap. 2. 1-3: E, ao terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galiléia; e estava ali a mãe de Jesus. E foi também convidado Jesus e os seus discípulos para as bodas. E, faltando vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não têm vinho.

Nestes três primeiros versos do texto, podemos destacar a personagem principal: Maria. A primeira a ser mencionada e a primeira a estar ciente da falta do vinho.

O diálogo que Maria tem com Jesus, demonstra uma iniciativa peculiar de um relacionamento natural entre mãe e filho. Jesus aqui ainda não havia iniciado o seu ministério; ele era apenas o filho de Maria.

Está bem claro que neste ponto da festa que, não somente acabara o vinho, mas também o senhorio de Maria mãe sobre o Jesus filho. Juntamente com o vinho, aquele relacionamento natural havia se esgotado.

Aliás, neste ponto da festa marca o final dessas coisas, mas também se inicia o período de novas coisas. Este primeiro milagre foi altamente estratégico e com repercussões eternas.

Podemos assinalar pelo menos seis elementos característicos da primeira parte dessa festa: o senhorio de Maria sobre Jesus, a impossibilidade de Maria em resolver o problema, um vinho pronto, um vinho que não é suficiente, um vinho com qualidade inferior conforme classificado pelo mestre sala no v10 e, Jesus presente como um filho natural de Maria.

No entanto, no v4, disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. Havemos de concordar, que um filho não se fala assim com a sua própria mãe. O que está acontecendo? É o início de um novo período. Jesus está prestes a conduzir a segunda parte da festa. A hora dEle começar seu ministério estava por poucos minutos.

E uma das coisas mais fantásticas nessa história é a sensibilidade de Maria em perceber que a hora de Jesus havia chegado. O texto não nos traz detalhes, no entanto podemos imaginar que Maria viu seu filho com um olhar diferente e cheio da autoridade celestial. V5: Sua mãe disse aos serventes: Fazei tudo quanto ele vos disser.

Até aquele momento, Maria tinha autoridade de mãe sobre Jesus, porém era como se dissesse: “Meu filho, cumpri a missão que Deus me deu como sua mãe, porém de agora em diante é com você!” Este ato é de uma verdadeira serva, consciente de sua função no reino de Deus.

Agora é o início da segunda parte da festa. Um novo tempo está prestes a começar e com ele novos elementos característicos: a serva Maria, um vinho originado de uma transformação, um vinho suficiente, um vinho com qualidade superior conforme classificado pelo mestre sala no v10 e, Jesus como o Senhor e com poder para resolver o problema.

V6-7: E estavam ali postas seis talhas de pedra, para as purificações dos judeus, e em cada uma cabiam dois ou três almudes. Disse-lhes Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima.

A hora de Jesus chegou, e o que fica evidente é que Ele escolhe as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; e as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; conforme Paulo disse em 1 Coríntios 1:27-28.

Essa é uma das principais características do ministério de Jesus. Conforme aquela água, Ele ordena servos a buscarem pessoas que estão no fundo do poço, nos rios da vida ou com a vida indo pelo rio abaixo e acomoda-os nas igrejas talhas a fim de transformá-los e dar sabor e cor em suas vidas para sempre.

Jesus não espera que estejamos prontos. Ele quer operar um milagre de transformação em nossas vidas, a ponto de outras pessoas perceberem isso. Não somente vidas, mas tudo. Precisamos compreender que na segunda parte da festa tudo pode mudar porque Jesus o Filho de Deus vivo está presente. V 8-11: E disse-lhes: Tirai agora, e levai ao mestre-sala. E levaram. E, logo que o mestre-sala provou a água feita vinho (não sabendo de onde viera, se bem que o sabiam os serventes que tinham tirado a água), chamou o mestre-sala ao esposo. E disse-lhe: Todo o homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho.

O vinho que representa a alegria e o prazer mostrou-se inferior e insuficiente na primeira parte da festa. Isso aponta para os prazeres dessa vida que se comparados aos valores eternos ensinados por Jesus, são insuficientes para nos satisfazer por completo. O vinho produzido por Jesus é superior.

É necessário reconhecer que o vinho dos prazeres deste mundo já se acabou ou está prestes a se esgotar; a religiosidade tradicional cultural familiar, caracterizado em nossa geração principalmente pelo culto à personalidades e à Maria, ainda que essa nunca rogou isso, não será capaz de trazer respostas às nossas indigências. Tudo fica sem significado e vazio sem a ação de Jesus em nossas vidas e em nossa história. Só Ele pode produzir um vinho novo. Chame-o para fazer parte da festa de sua vida.
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