Três princípios que nos levam a conquistas

Jesus começou seu ministério proferindo o Sermão da Montanha que contém os princípios da vida cristã. Para absorver toda essa riqueza é necessário meditar em cada palavra apresentada pelo Senhor.
Dentre vários temas e assuntos, é interessante refletirmos nos três “quandos” registrados no capítulo 6 de Mateus.
Creio que estes três princípios da vida devocional, usados ao mesmo tempo, constitui numa arma poderosa capaz de nos levar a grandes conquistas.
Muitas das vezes os cristãos entram em crise e perguntam: “Senhor, o que estou fazendo de errado?”. No entanto há outra pergunta que raramente é feita e que precisa ser levada em consideração: “Senhor, o que eu estou fazendo de certo, porém insuficiente?”. Note que viver na média é tão grave quanto viver na omissão.
A nossa inspiração precisa estar em Deus que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos... Efésios 3:20. Sim, Ele sempre está pronto pra fazer muito mais. E nós? Como estamos em nossas atitudes?
Quando Jesus pronunciou os “quandos”, Ele esperava que isso fosse o nosso estilo de vida.
1º Quando: Quando, pois, deres... Mateus 6:2. Aqui Jesus fala de dar finanças a outrem. Na verdade o poder da generosidade muda a vida das pessoas. Não podemos continuar dando a mesma quantia de sempre. É necessário dar mais. Em Atos 5, Ananias e Safira foram mortos, não por sonegarem a contribuição, mas por darem de forma insuficiente.
2º Quando: Mas tu, quando orares...Mateus 6:6. Aqui Jesus fala sobre a oração. Está comprovado nas Escrituras e na vida prática o poder deste exercício de fé. Não podemos continuar orando do mesmo jeito. É necessário orar mais. Daniel só conseguiu receber uma resposta que queria após dias de perseverança em oração (Dn 10.12-13).
3º Quando: E, quando jejuardes...Mateus 6:16. O assunto agora é jejum. A falta do jejum enche o nosso ego fazendo-nos acreditar que podemos fazer algo sem a intervenção de Deus. A barriga cheia em todo o tempo, esvazia o nosso coração com relação a Deus. É necessário crucificar a carne com as suas paixões e desejos todos os dias. Ester e todo o povo hebreu saíram vitoriosos num momento de grande tensão e perigo de morte (Et 4.16).
Você não deseja colocar em prática estes três “quandos” de uma forma mais intensa e simultânea a partir de hoje?


Sete marcas na vida de um discípulo

O Apóstolo Paulo, em sua 2 Carta a Timóteo, capítulo 2, passou para seu discípulo pelo menos sete marcas que devem caracterizar a vida de todo verdadeiro discípulo:

1º - o discípulo precisa ser filho (v1): demonstra que devemos ter origem, paternidade espiritual, cobertura, prestação de contas e obediência à alguém. Deus quando enviou Samuel à casa de Jessé (ISm 16) a fim de ungir um dos seus filhos como rei, a referência é o pai, casa de Jessé, e não casa de Davi. Se quisermos ser discípulos ungidos, devemos saber que esta unção virá por meio de uma paternidade espiritual.

2º - o discípulo precisa ser soldado(v3): devemos estar conscientes que a vida espiritual é batalha, conforme Efésios 6.10-18. E  o que identifica um soldado é exatamente a sua disciplina e garra. Não é propósito de Deus que seus discípulos sejam preguiçosos, medrosos e acomodados. Os valentes de Davi  são um exemplo para nós, como devemos fazer para agradar ao Senhor dos Exércitos.

3º - o discípulo precisa ser atleta(v5): em qualquer modalidade esportiva, há adversários que competem conosco e que precisam ser vencidos. É necessário foco, visão para subir ao pódio e receber a medalha das mãos do Senhor (Ap. 2.10). Em Hb 12.1 diz que  estamos rodeados por uma grande nuvem de testemunhas, e que devemos nos livrar de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e que devemos correr com perseverança a corrida que nos é proposta. Ser atleta é ter mentalidade de que a igreja é uma equipe e, que busca resgatar as vidas que estão nas mãos do diabo, o nosso adversário, e que não devemos fazer “gols contra” por mal testemunho ou desvios.

4º - o discípulo precisa ser lavrador(v6): a pessoa do lavrador é caracterizada por esforço e esperança. O lavrador investe, trabalha dia após dia, enfrenta sol e chuva sem receber nada de imediato, mas acredita que a sua colheita virá no futuro. E de fato vem. Assim o discípulo não deve esperar recompensas imediatas, mas deve continuar se esforçando e crendo que um dia, tudo o que foi plantado será colhido muitas vezes mais.

5º - o discípulo precisa ser obreiro(v15): Deus nos chama para trabalhar, porque Ele trabalha desde o início, e Jesus também trabalha (João 5.17). Não podemos ver o reino de Deus como uma oportunidade de usufruir ou consumir algo, mas devemos arregaçar as mangas e adotar uma postura de trabalhador. Quantas pessoas estão nas igrejas apenas comentando e dando opiniões, mas o discípulo precisa ser um obreiro, trabalhador.

6º - o discípulo precisa ser um vaso de honra(v20): numa casa há utensílios especiais e outros desprezíveis. Há taças que são usadas somente em ocasiões especiais, ao passo que uma lixeira, mesmo que necessária, é recipiente para objetos descartados. O que queremos ser? Vasos de honra ou de desonra. Nos países monárquicos, há a nobreza, que são os príncipes e reis e há a plebe, que são os demais. Precisamos entender que não podemos estar presentes em qualquer lugar, usar qualquer roupa, falar qualquer palavra, ouvir ou assistir qualquer programa, trabalhar em qualquer emprego, ter relacionamento íntimo com determinadas pessoas; tudo isso se não for para evangelizar, “queima o nosso filme” e nos faz vasos de desonra, que é uma vergonha para o nosso Rei.


7º - o discípulo precisa ser servo(v24):  o maior referencial é o próprio Jesus que sendo Senhor e Mestre, lavou os pés dos seus discípulos (João 13). Enquanto muitos têm sido tomados pela vaidade buscando títulos eclesiásticos, fama e dinheiro, o verdadeiro discípulo enche-se de prazer quando é chamado de “servo de Deus”.  O servo não ocupa o centro nem quer ser a estrela, isso é atribuição que deve ser dada a Jesus. Não busca ser ajudado, reconhecido ou lembrado, mas busca ajudar aos outros independentemente se será reconhecido ou não. Seu prazer está em simplesmente fazer a vontade do seu Senhor.
por Cláudio Rafael
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